A CRIL em Benfica

A CRIL em Benfica

A construção da Circular Regional Interna de Lisboa já fez correr muita tinta em Jornais e Noticiários, mas agora ninguém mais fala dela. Ninguém fala porque não lhes afecta. Ainda ninguém se perguntou como vivem há quase dois anos os moradores dos prédios que confinam com o estaleiro e que diariamente das 6 da manhã às 22 ou 23 horas têm que conviver com retroescavadoras, perfuradoras, gruas, detonações e maus cheiros vários. Que viram os seus jardins cortados ou anulados para passar o novo traçado da sua própria rua; que ficaram com lugares de estacionamento reduzidos porque era preciso espaço para uma nova rotunda; que viram o seu bairro transfigurar-se em nome de um projecto que poderia ter sido construído uns metros acima nos amplos terrenos da Falagueira (Amadora), onde não estaria a incomodar ninguém, a não ser à própria Câmara Municipal da Amadora que conta lá autorizar a construção de boas urbanizações e daí tirar bons dividendos, à custa da perda “PARA SEMPRE” do sossego e da saúde das pessoas que passarão a viver paredes meias com os escapes e as buzinadelas de milhares de carros por dia a meia dúzia de metros das suas janelas. Porque a CRIL foi uma imposição e foi dada como um facto consumado, um hino à melhoria da qualidade de vida numa cidade enforcada em si mesma.

Vale a pena pensar nisto!